Ser mãe é saber antes dos filhos nascerem que vai conhecer o maior e verdadeiro amor que poderá sentir.

Quando eles nascem percebe que o amor que sente, é infinitamente maior do que imaginou que sentiria, antes de ver aquele rostinho rosado e fofo.

Daí pra frente, ser mãe será nunca mais dormir tranquila, pois vai querer estar atenta à respiração deles enquanto dormem, quando acordam estar de plantão para amamentar, trocar fraldas uma atrás da outra, passar talquinho, observar se o cocô está normal e ligar desesperada para o pediatra se ele estiver mole, mas se estiver mais durinho na dúvida liga também.

É ficar paranóica e ferver toda roupinha usada, desinfetar a chupeta toda hora, e se alguém chegar perto do filhote e ameaçar pegar no colo, exigir que primeiro lave muito bem as mãos e claro passe álcool. Afinal nunca imaginou que se preocuparia tanto com bactérias.É levar para tomar todas as vacinas, e quando eles tiverem febre colocar o termômetro de dez em dez minutos, e nos erros e acertos ir desempenhando a profissão mais séria e prazeirosa da vida toda.

Nos primeiros passinhos deles, nós as mães, vamos chorar junto, em cada tombinho que levarem.Vamos assoprar todos os dodóis e dar todos beijinhos até que o choro cesse.

No primeiro dia de aula, que será a primeira separação, nos faremos de forte na frente deles e da professora, mas ao sair pela porta da escola vamos nos debulhar em lágrimas e ficar muitas vezes do lado de fora por um bom tempo, pois vai “que”, então lá estaremos para o abraço.

Mas o tempo passa muito depressa eles crescem e já nem querem que ao buscá-los a gente chegue perto do portão.

Por algum tempo eles serão um grude, onde formos eles irão, porém, bem antes que possamos querer, eles já trocarão nossa companhia por coleguinhas e ficarão emburrados se forem obrigados a sair conosco.

De repente a gente vê nossa filha suspirando e lendo poesia o dia inteiro e ao lavar a calça do filho vamos encontrar bilhetinhos e até uma foto de uma garota com aparelho nos dentes com um sorrido maroto.

É mãe, aconteceu!

Nós já não seremos a preferida, outros ouvidos é que receberão confidências e anseios.

E como o tempo sempre tem pressa, chega o dia que eles irão definitivamente deixar o ninho.

Nos veremos obrigadas a colocar na mesa de jantar, mais um prato e com certeza para que todos fiquem felizes colocaremos em um lugar especial, um porta- retrato com a foto do escolhido para ser o príncipe encantado, ou a foto da donzela que vai roubar aquele que era seu reizinho.

Fazer o que, de uma hora pra outra a gente deixará o posto de mãe e seremos sogra de genros e noras.

Aí a gente vai ter que aprender a pisar de mansinho, não dar palpite de jeito nenhum, não visitar sem ser convidada, nem ficar ligando quando der vontade de saber como estão e perdoar, sim este será o nosso verbo mais conjugado, quando esquecerem de ligar para dar os parabéns pelo nosso aniversário.Que eles apareçam para dar um abraço a gente sabe que é querer demais, né?

Pedir a Deus que os protejam sempre, será nosso mantra ao deitar, demorar para pegar no sono será rotina, pois nesta hora na calada da noite é que a saudade bate mais forte.

Para a nora e genro seremos a chata, a que fala demais e a inconveniente.

A gente até entende, mas sabemos que na verdade o que eles não nos perdoarão nunca, é que nós fomos as primeiras a amá-los e que nosso amor é e será sempre incondicional e o maior amor do mundo.

E quando um pequeno serzinho aparecer com a carinha rosada e fofa vamos ficar bobas e babonas quando ele nos chamar de vovó.

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