Eu me irrito muitas vezes porque meu cachorro solta pêlos e eu tenho que juntar, coitado ele apenas está “cachorrando” seu jeito de ser.

Muitas vezes reclamo do vento, que desmancha meus cabelos, mas o que seria da velas, se ele não ventasse para que o barco singrasse os verdes mares?

A chuva faz poças nas calçadas, dá alagamentos, molha as pessoas sem dó nem piedade, mas é ela que possibilita a beleza dos lírios nos campos, dos frutos nos pés e completa o ciclo dos vegetais.

Aponto o erro dos outros, esqueço que são eles que me ensinam a procurar acertar mais do que criticar. O que aliás já é um bom começo.

Incomoda muitos os meus ouvidos o barulho que me ensurdece e esqueço de agradecer aos meus ouvidos por eles me permitirem ouvir as mais belas sinfonias.

Reclamo do excesso dos caminhões nas estradas e nem me dou conta, que se eles não estivessem ali, atravacando o trânsito a economia do país correria risco e talvez os empregos fossem perdidos e ninguém teria como colocar combustível nos seus lindos carros e passear por ai.

E se eu finalmente, não fosse tão louca e como dizem de poeta um pouco, eu não estaria aqui machucando as teclas do computador, que não tem culpa de nada, coitado, a não ser, me ajudar a dar vazão, a única certeza que preciso de vez em quando, olhar um pouco para mim no avesso.

Rose Kovac

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