Morrer de amor é a única morte que nos faz viver.

Podemos amar a paz tão necessária ao mundo, os sorrisos verdadeiros e aprender a ter coragem de levantar de novo, depois de todos tombos e  ainda ter forças para assoprar as feridas, dos que ainda não aprenderam.

Devemos apreciar a tranquilidade de estar só e saber que é no silêncio que encontramos um dos melhores amigos.

Devemos conservar a perda de fôlego ao nos encantar com a beleza de um arco-íris.

Devemos reverenciar o sol escaldante e a sombra amiga de uma árvore, pois eles sabem  exatamente quando e como nos confortar.

Devemos amar o poder da chuva, que apesar dela causar alagamentos e molhar os cabelos é a mesma que torna  possível, brotar sementes.

Devemos amar parecer ridículos em usar um monte de cores nas roupas, ainda que achem, que não combinam com nossa idade, aquela não contada, através do nosso tempo vivido, mas sim dos anos que usamos para nos tornar experientes.

Devemos amar sem medir consequências e saber exatamente as consequências do desamor.

Precisamos aprender a estender a mão e calar os julgamentos.

É urgente que a palavra obrigada, seja nossa linguagem ao explicar o que é, elegância.

Afinal, amar deve ser a única meta que a gente não se canse de infinitamente buscar.

E então, só assim poderemos pintar de verde esperança, nossos cabelos brancos, antes que a palidez da morte nos alcance.

 

 

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