Rosto colado à vidraça, sonhava
a criança, um dia ser alguém

 

E foi passando o tempo, chuva e sol,
noites e dias

 

Primeiras descobertas
Primeiros sofrimentos,

 

Cabelos ao vento, correndo,
correndo querendo atravessar o mundo,

 

Nos olhos a esperança, na boca sorrisos,
amor no peito, na alma a inocência,

 

À noite espreitava as estrelas
só pra vê-las  desabrochar em luz  seus encantos,

 

Hoje ela cresceu, rosto colado
à vidraça, lembrou não sabe como, da criança,

 

A chuva lá fora caia
tentando lavar seus desencantos,

 

A moça cerrou as cortina a chuva que estava
lá fora, veio e morou nos seus olhos,

 

Cabelos soltos ao vento, saiu correndo, correndo,
Não conseguiu atravessar o mundo,

 

Transpôs o espaço
deu a mão pra criança!

 

No chão, seu corpo encharcado e cansado
de olhos fechado descansa,

 

As nuvens espiando, as estrelas se apagando
E mais uma alma pra Deus se entregando …

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