Estes dias fui  procurar o restaurante “O Velhão” que fica em Mairiporã, haviam me indicado por ser muito bom.

Na verdade me perdi um pouco pelo caminho e acabei na estrada Santa Inês me deparando com uma construção enorme que me chamou muita atenção por ser monumental em meio a casinhas simples de um pequeno bairro no entorno.

Nesta hora a curiosidade foi maior que a fome e lá fui eu e meu marido desvendar afinal o que poderia   haver  no seu interior. Na entrada um portão fechado e imaginei que dali não seria possível passar, mas por sorte uma pessoa,  que deveria ser um morador das cercanias,  nos avisou que se batêssemos o portão seria aberto.

Foi o que aconteceu, apareceu um porteiro que anotou nossos documentos e nos disse que poderíamos fazer uma visita.

Se por fora já era muito bonito por dentro foi uma surpresa encantadora. Ao chegar no pátio um seminarista veio nos atender nos deu uma capa branca para que a colocássemos antes de adentrar e nos acompanhou até o interior.

Em minhas viagens por aqui e pelo exterior visitei igrejas belíssimas, porém esta realmente me deixou deslumbrada. A pintura no interior, seus vitrais e altares são  de deixar qualquer um impressionado.

O seminarista aliás,  foi conversando conosco e contou que era natural  do Equador e que estava lá,  já fazia um ano e seu objetivo era ser um sacerdote.Nos relatou os milagres da santa e explicou o que eram os arautos do evangelho. A santa é Nossa Senhora do Rosário.

Eu já tinha visto algumas vezes pela cidade de São Paulo esses moços vestidos com uma túnica marrom com uma cruz vermelha no peito mas não sabia nada a respeito deles.

Fiquei então inteirada que pertenciam a essa ordem religiosa ligada ao Vaticano.

Foi uma visita muito interessante e que recomendo a quem é católico ou a quem não é,  se não por fé mas por ver esta beleza de arquitetura que vai com certeza encantar a todos  como a nós.

A essa hora,  após nos ajoelharmos e agradecer a Deus por nossa vida e pedir proteção aos nossos queridos nos despedimos e seguimos a estrada para o restaurante porque com a alma alimentada faltava alimentar  o corpo.

Não longe dali encontramos, enfim, o “Velhão”

O lugar é muito agradável e a comida honesta um pouco cara e com o único porém que é não aceitar nem cartão de débito e nem de crédito, o que hoje em dia, não combina mais com a maioria do hábito dos consumidores que deixaram de carregar moeda em espécie. Eu por exemplo tenho esse costume a muitos anos.

O sistema lá é self service e tem um misto de cozinha mineira junto com churrasco que deve-se pagar a parte. Há uma variedade de saladas e petiscos como entrada e também oferece boas sobremesas incluídas no preço para os gulosos  de plantão como euzinha.

Faço um ressalva, pois ao sair não oferecem nem um cafezinho e para quem não consegue ficar sem, há em outro restaurante neste complexo que tem uma cafeteria.

Para voltar, nos informaram que poderíamos continuar a estrada em frente e a quatro quilômetros chegaríamos em Santana e alcançar a Marginal e depois desembocar na Ayrton Senna e voltar para casa com mais uma boa lembrança para contar e recordar.

Ainda tenho que dizer, que não fosse estarmos na temporada da febre amarela ter fechado o Horto Florestal, ainda seria uma boa entrar e se perder por este lugar que é um verdadeiro oásis dentro da nossa louca capital

Afinal se um dia vocês tiverem um tempinho e  forem,  deixem comentários, no blog , gostaria de saber a opinião de vocês. Então até e vamos com fé, pois ela nos leva e nos traz de volta sempre, amém.

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