Há dias em que a gente reclama da rotina, pois todos os dias temos que fazer como diz a música do Chico, tudo sempre igual. De repente acontece um fato novo qualquer que, desestrutura a mesmice do day by day .
Pode ser um acontecimento bom em forma de um buquê de rosas vermelhas recebida assim, sem nenhum motivo apenas, para que alguém nos lembre que somos importantes.
Ou então um telefonema recebido de quem pensamos que nunca mais falaria conosco confessando que está com saudades. São surpresas boas, que servem para nos dar um up.
No entanto nosso mundo tem janelas e portas e por mais que possamos querer ficar no aconchego das nossas paredes, confinados dentro dos muros que nos separam do lá fora, não tem como, de uma maneira ou de outra somos obrigados a reagir a tudo que acontece do lado de lá.
Vivemos nestes dias uma constatação, é melhor os caminhões atravancando o trânsito no nosso caminho do que eles todos parados `a beira das estradas.
Mesmo que a faixa da esquerda esteja liberada para que nossos carros passem ainda assim preferimos não nos arriscar, e o ir e vir nosso de cada dia fica meio que desconfiado e ficar quietinho em casa é o melhor neste final de semana esquisito.
Tenho uma amiga que mora em Los Angeles e ela me contou que quando um terremoto pequeno ou grande se avizinha os ratos ficam alvoroçados e começam a a sair assustados dos seus esconderijos.
É assim, quando tudo parece tranquilo, há os “de repente”e eles sempre começam com pequenos sinais e lá na frente tomam força e vem depois com fúria total.
Eu estou hoje pedindo a quem possa resolver, que os ventos percam a força, que a segunda feira comece com a cara carrancuda de toda segunda sem sobressaltos, que tudo caia na rotina que a gente achava ruim mas que no fim era uma boa e que a vida continue sem mais sustos,sem ansiedade e sem medo.Que os ratos continuem nos seus buracos.
Vou sugerir, que depois da Copa o governo decrete em seguida o Carnaval e que nos gritos de gol e cantando sambinhas antigos a gente possa continuar brincando de ser feliz.


Rose Kovac

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