Estive no final de semana em Cunha uma cidade paulista, que tem acesso pela via Dutra, na saída 65, na cidade de Guaratinguetá.

Este passeio pode ser feito depois de passar pelo santuário de Nacional de Nossa Senhora Aparecida e dar uma esticada até Cunha.

Eu não conhecia, mas já tinha ouvido falar que entre outros atrativos ela tem campos de lavanda e para matar minha curiosidade, não pensei duas vezes e coloquei o pé na estrada.

O caminho é lindo, as paisagens se descortinam com montanhas ao redor, a estrada é muito boa, tranquila, bem sinalizada e quase que só o percurso eu posso dizer que já enche os olhos.

Um pouco além, parei em um café chamado Café Stella e me surpreendi em encontrar lá, além do café gourmet, um serviço impecável de saladas deliciosas e um atendimento muito especial  pelo bom papo com  proprietário. Recomendo dar uma parada lá e conferir.

Quase chegando ao destino, como adoro ir parando para esticar as pernas, eis que vejo uma placa dizendo Café Capril.

A curiosidade bateu forte e lá fui eu, após uma pequena subida, lá no alto estava uma charmosa casinha, com uma varanda com mesinhas de onde se tinha uma vista linda para um vale e montanhas.

No fundo está o local onde fica a criação das cabras, de onde se tira o leite para servir e fazer deliciosos queijos. Se estiverem com crianças certamente elas vão curtir muito.

Seguindo em frente, cheguei na pousada Recanto dos Pássaros, que reservei pelo Booking. Ela está localizada à esquerda da estrada, no Km 44.

O local simples, mas aconchegante, na verdade lá me senti como se tivesse fazendo uma visita em um sítio de uma tia querida do interior.

O café da manhã foi servido com leite que acompanhei a ordenha, queijos feitos pela super simpática proprietária. Aproveitei para comprar queijos para trazer pra casa e mel e ainda ganhei uma sacola cheia de limão. A simplicidade do local me cativou.

Foi no Lavandário cuja entrada custa dez reais, a profusão dos campos de lavanda, o perfume no ar e o olhar se perdendo entre a beleza das flores e o cenário ao redor das montanhas ao longe até onde a vista alcança, vale cada tostão.

Na hora do almoço na cidade há algumas opções mas escolhi o Casarão onde o serviço era por quilo, com uma comida honesta e como não sou de ferro me esbaldei na doceira que fica ao lado.

Como eu já sabia, Cunha é um polo de referência do Brasil e da América do Sul da arte da cerâmica, há inúmeras lojas onde os ceramistas expõe e vendem seu produtos. Posso dizer que se eu tivesse levado muito dinheiro gastaria  tudo, pois trazer para casa todas aquelas obras de arte seria a glória.

Comprei algumas peças e fui conhecer o ateliê de jóias em pedra lapis-lazuli, pedra esta que conheci em uma visita ao Chile que além do Afeganistão, são únicos lugares no mundo que a possuem.

Lógico que não consegui sair de lá sem um lindo anel, pois resistir à coisas belas não é meu fraco. Consumista eu? Imagine, longe de mim!

Este ateliê fica na rua Jerônimo Mariano Leite, 482.

Conversa vai conversa vem, ainda ganhei uma máscara linda que a artesão confecciona, cada uma mais linda que a outra.

Enfim este passeio tão pertinho me agradou muito e por isto recomendo a quem quiser ficar uns dias ou fazer um bate volta depois de fazer promessa na Aparecida de não gastar mais e quando chegar a Cunha, esquecer tudo e cair na tentação.

Realmente não é a carne que é  fraca, mas como a loucura também alimenta então, vamos que vamos, Provence que me espere!

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