Há quem se refira a cidade como Aparecida do Norte, mas na verdade o nome correto é apenas Aparecida.

Antigamente saindo da estação do Norte no bairro do Brás, se embarcava em um trem para essa cidade e, por este motivo, acabaram juntando os nomes e por muito tempo foi costume dizer Aparecida do Norte.

Esse ano de 2017  está sendo comemorado trezentos anos desde que a imagem da Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por pescadores.

A história desta santa já foi contada milhares de vezes, bem como todos os milagres alcançados por sua intermediação.

É a santa padroeira do Brasil e todos os dias, meses e anos há milhares de visitas ao seu templo.

Nestes dias de outubro saindo de várias cidades do nosso país, romeiros tem enfrentado distâncias enormes, frio,calor e cansaço extremos,  que não os tem desestimulado a alcançar finalmente o santuário para se postar ante a imagem e levar os agradecimentos e pedidos a ela.

Eu não poderia deixar de ir também prestar minha homenagem.

Muitas vezes supliquei a ela por vários motivos. Ela me ouviu e as graças recebidas tem sido muitas.

Nesse dia da minha visita,  pelo caminho vi vários grupos que se dirigiam para a cidade e ao chegar me emocionei ao ver tantas pessoas, tantos carros, tantos ônibus que enchiam o pátio do estacionamento imenso.

É bonito se perceber que mesmo nos tempos conturbados, na correria do dia a dia, ainda tem muitos que se dedicam a parar um tempo e ir ao encontro do sagrado.

Nesse cenário em que se descortina no nosso país tanta desilusão, onde se assiste diariamente tanta violência, tanto pouco caso pelas  mazelas do nosso povo, tanta falta de ética e de respeito por parte da classe política que dirige nossa nação, o clamor por dias melhores com certeza deve estar na lista principal  de todos,  que estavam lá e também  dos que não puderam estar presentes, mas que ao final de cada dia elevam seus pensamentos e pedem a proteção da nossa padroeira.

Conversei pelo tempo que lá passei com muitas pessoas e todos me contaram sua estórias e seus motivos. Entre tantos grupos encontrei um, que vinha de Suriname e os que o compunham  me disseram, que lá também Nossa Senhora Aparecida é muito querida.

Hoje em dia, que pena já não é costume rezar a ave-maria às seis da tarde,  como no tempo em que eu era criança, nós pedíamos benção aos pais e avós, a ingenuidade ainda existia, a vida era mais tranquila e a gente era feliz pois tínhamos certeza, que a noite estaríamos sãos e salvos nas nossas casas e o nosso medo era apenas do homem do saco e do bicho papão.

São outros tempos agora…

Nossa Senhora Aparecida olhai por todos, porque estamos muito carentes de paz e de segurança.

Sua Benção, Nossa Senhora Aparecida. Por favor. Amém!

 

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